30 de junho de 2011

Novos Conceitos Culturais

Uma série de manifestações culturais emergia, atingindo todas as classes. Rádio, cinema e música avançavam a grandes saltos. Começava, então, a chamada Era Cultura de Massas. Em Caxias do Sul, por exemplo, em 1927 foi inaugurado o Cinema Juventude, localizado na esquina das ruas Sinimbu e Visconde Pelotas. Entre 1920 e 1940 um modelo de vida mais livre surgiu. Foi criado o primeiro computador e a explosão dos quadrinhos, como a primeira edição de Batman, fez a cabeça dos jovens. Movimentos com grande apelo popular começaram a surgir e as mulheres começaram a ter mais notoriedade no mundo.

Na literatura, iniciou-se a Segunda Fase do Modernismo, ou movimento Neo-Realista, que renovava e solidificava as idéias modernistas, a época já diversificadas, com o objetivo da eliminação do apego e imitação dos valores estrangeiros. Como movimento de vanguarda e pós-segunda Guerra Mundial, o modernismo no Brasil veio com uma tendência ideológica na arte e na literatura, evidenciadas pela preocupação de “resgatar” a condição humana ameaçada por um mundo que sofreu duas terríveis guerras.

Guernica, de Pablo Picasso.

A quebra da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 e o pessimismo da Segunda Guerra Mundial marcaram o fim da temática da segunda fase do Modernismo, a regionalização do romance e o aprofundamento da análise dos problemas sociais. Já a poesia tomou um caráter menos regional e mais universal, houve o retorno às normas gramaticais e um vocabulário acessível. No Brasil, foi à época do Estado Novo de Getúlio Vargas, corroído pela ditadura, revoluções e greves operárias.

Vargas estimulou o crescimento radialista, e através dele conseguiu popularização e consolidação de seu governo. A chegada do rádio ao Brasil, nos anos 30 e 50, foi marcada pela expansão dos sambas e marchinhas de carnaval, teve como seus principais representantes: Noel Rosa, Cartola, Adoniran Barbosa, etc. De 1937 á 1945, houve censura a da liberdade de expressão. Como os compositores não podiam falar sobre o governo, colocavam nas músicas palavras fora do contexto para que todos soubessem que ali houve censura.


Durante a década de 40, iniciou-se a boêmia e também as serestas, ‘’ A Deusa da minha Rua ‘’ de Nélson Gonçalves, é a que melhor representa esta época. Carmen Miranda consolidou a cultura brasileira fora do país, atuando em cinema, televisão e participando de novelas de revistas. No exterior, o estilo musical predominante era o jazz originado nos EUA, grande potência da época. Em 1930 a música era um conforto nos EUA, uma esperança de melhores tempos devido à crise de 29.

• Músicas famosas deste período:

http://www.youtube.com/watch?v=ojo3I59Gn6c

http://www.youtube.com/watch?v=ERYKzez97lA&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=82ebQzvg1BQ

http://www.youtube.com/watch?v=mcrx2-vvwC4

http://www.overmundo.com.br/banco/mpb-na-era-vargas

Entre 1926 e 1950 muitos estilos de dança surgiram, como o samba e o tango. O samba é popular, deriva de melodias africanas e é tocado por cordas e instrumentos de percussão.

•História do Samba cantada: http://www.youtube.com/watch?v=4B0ljiXrkVo&NR=1

O tango surgiu nos bairros pobres de Buenos Aires. Evoluiu a partir do Candombe, do qual herdou o ritmo, e da Milonga, que inspirou a coreografia. Chamado pelos argentinos de "música urbana", apresenta letras na gíria de Buenos Aires. Tornou-se famoso na voz de Carlos Gardel e uma estética moderna de Astor Piazzolla.

Os primeiros tangos eram animados. Em 1920, seu ritmo assumiu tom melancólico, tendo como principais temas a vida e os desenganos amorosos. É ligado à vida boêmia, amores proibidos e corridas de cavalos.

• Apresentação de Tango: http://www.youtube.com/watch?v=4B0ljiXrkVo&NR=1


Os anos entre 1926 e 1950 foram de grande importância na nossa cultura, pois formaram a base de toda forma de arte que possuímos hoje, principalmente nos quesitos música, dança, literatura e arte.

Grupo: Amina Susin, Ana Paula Caregnato, Caroline Lunelli, Bruno Novello, Matheus Menin e Pietro Busellato;

O Diário de Peter Wachowski

24 /12/1920, Moscou, Rússia
Uma tradicional noite natalina de nevasca. Minha família, amigos e eu trocávamos presentes quando recebi este caderno, que viria a ser meu diário e companheiro.

10/06/1927, São Petersburgo, Rússia
Tenho 22 anos, casei, constituí família e mudei-me. Há alguns meses, nosso líder, Lênin, morreu. Stálin, seu sucessor, revelou-se um ditador repressivo e propagandista. Parentes de Moscou mandaram-me cartas falando do Modelo de Vida Americano surgido pós 1ª Guerra Mundial. Os EUA aproveitaram-se da situação precária. Todos eram excessivos, consumistas, exportavam e aplicavam na bolsa. Plano arriscado, mas genial.

















25/11/1929, São Petersburgo, Rússia
A notícia da quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque (graças à superprodução e falta de mercados consumidores) chegou hoje. Mas há esperanças na presidência de um democrata, que amenize a crise.







(21/01/1938, Ulianovsk, Rússia)
Parabenizo Franklin Roosevelt por interferir na economia estadounidense e criar novas obras e empregos com o New Deal, em 1933. Suas medidas nos salvaram da Grande Depressão. Assim como eu, diversos civis tiveram que prestar serviço militar devido aos regimes totalitários: Itália (Mussolini) e Alemanha (Hitler), unidos ao Japão (Hirohito). Deixamos mulher e filhos para vir a esta cidade militar. Temo o início de outra Guerra Mundial. Faz dois anos, desde a memorável Olimpíada de Munique, quando Hitler repensou sua teoria da “Hegemonia ariana”, ao ver um negro subir no pódio.










16/02/1943, Ulianovsk, Rússia
A 2ª Guerra Mundial eclodiu motivada pelo sentimento de vingança alemão perante o Tratado de Versalhes. No verão lutarei em Munique, já me preparo há meses. Quero que este diário continue mesmo depois de minha morte, e dou a incumbência da tarefa à Osvaldo, colega brasileiro na Academia Militar.








17/04/1946, Moscou, Rússia
Peter pediu-me para cuidar desta relíquia. Eu, Osvaldo. Ele, morreu, assim como milhares, contribuindo dignamente para a vitória dos Aliados (Inglaterra, França, EUA e Rússia). Entristeço-me pelos judeus, maiores prejudicados. Tantas famílias destruídas e países arrasados... Mandarei este diário a um primo no Brasil, a fim de preencher estas páginas com novas histórias.







02/03/1948, São Paulo, Brasil
Que preciosidade tenho em mãos: uma história real! Contarei o presenciado aqui no período em que Peter começou a escrever. Em 1930, a Revolução de Vargas tomou poder e mudou a sociedade. Com total apoio popular, consolidou leis trabalhistas, nacionalismo e industrialização. Depois de 15 anos de governo, Getúlio suicidou-se.








05/05/1948, Rio de Janeiro, Brasil
Voltei à minha terra, capital brasileira. Falarei das constituições vigentes na época. A de 1934 implantou o Governo Constitucional e reformou a República Velha; a de 1937 instalou o Estado Novo, baseado na constituição polonesa, e serviu de preceito para o governo Vargas. As duas evoluíram para a Constituição dos Estados Unidos do Brasil (1946), vigorada por Eurico Dutra, que retomava a liberdade e proporcionava vida melhor.

24/12/1950, Rio de Janeiro, Brasil
É aniversário de Peter. Acredito que devo parar aqui. Este diário não é meu, mas, trago a público para que seja valorizado pela veracidade destas páginas, resumo da grande História que carrega o período em que foi escrito.

25 anos no anonimato...

No mundo do século XXI, é normal encontrarmos computadores, televisores, eletrodomésticos em todos os cantos de uma casa. Porém, para que isso tenha sido possível, muitas transformações tiveram que acontecer.



O texto a seguir foi escrito pelo cientista Harry Einstein, um personagem fictício criado pelos autores e autoras deste post. Harry no momento em que conta a esta história é um cientista formado, porém frustrado por não ter feito nenhuma grande descoberta científica que revolucionou a história.


“Lembro-me quando era um jovem estudante, em meados de 1920. Nessa época, presenciei a consagração de vários cientistas com o Prêmio Nobel, que eu tanto sonhava conquistar um dia. Entre eles, saliento Theodor Svedberg, que recebeu o Nobel de Química, em 1926, com a sua pesquisa físico-química dos colóides. Já 1927 foi um ano mais movimentado, quando Otto Wieland descobriu os ácidos biliares. Em outubro do mesmo ano, ocorreu a 5ª Conferência Internacional de Solvay, a qual eu não fui convidado. Essa foi particular não só pelos temas, mas também projetos apresentados. A constituição da matéria foi o tema base e a discussão sobre a recente energia quântica. O grupo de trabalho dessa conferência era formado pelos mais notáveis (convencidos) físicos, que eram liderados por Albert Einstein e Niels Bohr. E para despertar o interesse de tantos homens, e bota homem nisso, uma única mulher estava presente, Marie Curie. Mas não se engane, ela não estava lá por acaso e sim, porque ela já era detentora de dois prêmios Nobel, unindo a útil inteligência à agradável beleza.

Falando nisso, beleza era o que faltava em Alexander Fleming, que diante de acontecimentos imprevistos e surpreendentes, reforçava que nada acontece por acaso. Estava fazendo uma pesquisa sobre estafilococos. Tirou férias e esqueceu algumas placas com as culturas de suas bactérias sobre sua mesa. Quando voltou da “vagabundagem”, algumas placas estavam contaminadas com mofo. O desleixado decidiu colocá-las em uma bandeja para limpeza. Mas neste momento, entrou seu colega, o doutor Pryce e lhe perguntou como iam suas pesquisas. Fleming apanhou uma de suas placas, quando notou que em uma delas havia um círculo transparente em torno do mofo contaminante, que indicava que aquele fungo produzia uma substância bactericida. Chamou-o de penicilina e este ,tornou-se assunto discutido por ambos e que levou Fleming a fazer culturas do mesmo para estudo posterior. Depois desse estudo, passou a empregá-lo em seu laboratório para selecionar as bactérias, eliminando das culturas as espécies sensíveis a sua ação. Porém, sua descoberta não despertou grande interesse na época (ah, que pena) e não houve interesse em usá-la em caso de infecção humana até a eclosão da Segunda Guerra Mundial. E, como se seguindo uma onda de descobertas, o psiquiatra alemão Hans Berger apresentou, em 1929, um novo modo de registrar as correntes elétricas do cérebro humano, o eletro encefalograma, e no ano seguinte, Zworkin inventa o microscópio eletrônico, revolucionando o mundo científico. Em 1932, o físico inglês James Chadwick descobre a existência do nêutron.

Mas, nem tudo era um mar de rosas. Em 1933, Adolf Hitler chega ao poder e um grande, nem tão grande assim, cientista judeu, Albert Einstein, encontra-se em perigo vivendo na Alemanha. Aconselhado por amigos e aceitando uma proposta de trabalho, Einstein foge do país, marica, e começa a trabalhar no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, Nova Jersey, como professor de física teórica. E, lá, passou os últimos quarenta anos de sua vida tentando unificar os campos eletromagnético e o gravitacional numa única teoria que ele chamava de Teoria do Campo Unificado. Coitado.

Enquanto isso, em 1934, Irene Curie, filha de Pierre e Marie Curie, juntamente com Féderic Joliot anunciam a descoberta da radioatividade artificial. E, cinco anos depois, em 1939, os físico-químicos alemães Otto Hahn e Lise Meitner realizam experiência onde conseguem fazer a fissão do núcleo do urânio.

Alguns anos depois, James Batcheller Sumner descobre que as enzimas podem ser cristalizadas. No mesmo ano, John Mauchly e John Eckart Jr., apresentaram o “ENIAC” (Eletronic Numeral Integrator and Calculator), o primeiro computador totalmente eletrônico, que fazia cinco mil somas por segundo e pesava trinta toneladas e ocupava um andar inteiro de um prédio. ‘Quanto progresso’. Bateu tanto cansaço de falar do passado dos outros, que eu vou até puxar um ronco. Hasta mañana.”

Harry Einstein – Cientista




É engraçado como pessoas do passado fizeram com que nós, pessoas do presente, nos tornássemos o que somos.

Acontecimentos que revelaram tanto de nós, hoje merecem nossa atenção e nosso respeito. Às vezes, não nos damos por conta de como um teste de energia nuclear, ou a descoberta da estrutura do DNA podem influenciar nosso dia a dia.

É indireto, mas a influência que esses fatos têm sobre nós é estrondosa. E sabe por quê? É porque desde o princípio do século XX, do começo da década de 30, nós estamos todos inseridos em uma só filosofia, chamada Vida.

Afinal, se até Harry Einsten, cientista frustrado, primo distante de Albert e o narrador da história acima, consegue irritadamente descobrir que por mais mínima que seja uma partícula, se mudada, pode causar um grande impacto na humanidade, porque nós não conseguiríamos enxergar isso?








27 de junho de 2011

Um novo começo


O importante recomeço que deu origem ao que temos e vivemos hoje...

1900 ATÉ 1925

O início do século XX foi marcado por intensas mudanças e grandes movimentos em todo o mundo. A população era impulsionada pelas inovações nos campos científico e tecnológico, que geraram grandes contribuições na cultura, bem como no pensamento humano.
O interesse por novas fontes de materiais usados na produção de energia, como o carvão e o petróleo, além da aceleração da compra de novos bens de consumo que valorizavam o bem-estar e o conforto, como o carro e o telefone, são proas claras de que o mundo queria se modernizar, desenvolver-se e crescer.

1900

  • A teoria quântica, que se deu início neste ano, fornece descrições precisas para muitos fenômenos como a radiação de corpo negro e as órbitas estáveis do elétron, ou também os eventos que transcorrem nas camadas atômicas e subatômicas.



  • Descoberta da Febre Amarela



1901

Criação do Premio Nobel - Um jornal europeu publicou por engano a notícia do falecimento do industrial sueco Alfred Nobel. Por ter inventado a dinamite, Nobel foi chamado no obituário de "mercador da morte". Por ser antibelicista, decide deixar ao mundo um legado de paz: doou em testamento 94% de sua fortuna para a criação de um prêmio anual a ser concedido às pessoas cujo trabalho trouxesse importantes benefício à humanidade. Cinco anos depois de sua morte, o Prêmio Nobel começou a ser concedido às personalidades de destaque nos campos da Física, Química, Medicina, Literatura e da luta pela paz mundial. 



Alfred Nobel

  • Descoberta do elemento químico Európio (Eu)


1902

  • Cromossomos hereditários: ao estudar como as características das moscas-das-frutas são passadas a seus descendentes, o geneticista americano Thomas Hunt Morgan percebe que os caracteres são gravados em pedaços de cromossomos. Alguns anos depois, esses pedaços seriam batizados de genes.


1905









Grande Mancha Vermelha - Júpiter














  • Descoberta da Sífilis: Schaudinn & Hoffmann descobriram o Treponema pallidum, bactéria da sífilis.A descoberta foi o passo inicial para o desenvolvimento dos procedimentos diagnósticos e terapêuticos que hoje são tratados com penicilina. É uma doença infecciosa crônica caracterizada por lesões da pele e mucosas. Pode-se adquirir sífilis por contato sexual ou via placentária.


  • Teoria da Relatividade: surgiu com o físico alemão Albert Einstein, é composta de duas outras teorias: Teoria da Relatividade Restrita e a Teoria da Relatividade Geral. Apesar de formar uma só teoria, elas foram propostas em tempos diferentes, no entanto ambas trouxeram o conhecimento de que os movimentos do Universo não são absolutos, mas sim relativos. 


1906

  • Após ficar famoso em Paris por suas aparições em balões por ele criados e ganhar um prêmio por ser o primeiro a contornar, voando, a Torre Eiffel em 30 minutos, o brasileiro Santos Dumont cria o primeiro aeroplano: o 14-Bis, por isso é considerado o pai da aviação.

  • Niels Bohr desenvolve um modelo atômico aplicando o modelo de Rutherford no qual o átomo possui um conjunto de níveis de energia. Cada nível possui uma determinada quantidade de energia e quanto mais afastado do núcleo, maior a quantidade de energia. Por isso recebeu o premio Nobel de Física em 1922.
Rutherford

Bohr





1908

  • Henry Ford cria o Ford T, primeiro automóvel produzido em série.




1909
  • Descoberta da doença de Chagas
1911
  • Lei da radiação de calor: é a transmissão de energia através do espaço.

1915
  • Descoberta das placas tectônicas, subdivisões da crosta terrestre que se movimentam de forma lenta e contínua sobre o manto. Podem aproximar ou afastarem-se umas das outras, provocando abalos na superfície como terremotos e atividades vulcânicas. 


1921
  • Descoberta da Insulina




Grupo: Bárbara Perin Remussi, Camila Zambenedetti, Flávia Maggioni Bernardi, Isadora Mantovani, Laura Kruse, Thaís Souza 




22 de junho de 2011

O Início de uma Nova Era (1900 - 1925)


Em um futuro distante, uma época onde livros foram substituídos por novas tecnologias, um jovem chamado Zandré encontra no sótão da casa de seu avô velhos exemplares. Ao se deparar com aqueles objetos estranhos para ele, pegou um que mais o chamou a atenção: “Século XX, O Início de uma Nova Era”. Ansioso, foi pedir a seu avô explicações. Com a nostalgia do momento, ele conta a seu neto que aquilo eram livros, a forma com que aprendiam antigamente. Acrescentou que aquele volume contava os acontecimentos de 1900 a 1925.

Com o passar do tempo, a história foi deixada de lado. Haviam poucos historiadores, e seus conhecimentos do passado eram desprezados. Entretanto, Zandré se interessou sobre o assunto que era novo para ele. Juntos, naquela tarde, avô e neto folhearam o livro e se surpreenderam com os reveladores capítulos:

Capítulo I

Imperialismo Europeu: As principais potências europeias (Inglaterra, França e Alemanha), junto com outras nações, avançaram sobre os territórios africanos e asiáticos tomando-os para si e ocupando-os. A partilha desses territórios foi justificada por uma visão eurocentrista de que cabia aos europeus civilizar os povos “atrasados”. Outros motivos que levaram a busca de novas colônias foram a procura por mercados consumidores e obtenção de matéria-prima. Esse Neocolonialismo ajudou na eclosão da I Guerra Mundial.

Capítulo II

I Guerra Mundial: Impulsionados pelo Imperialismo e Nacionalismo Europeu, divergências entre algumas nações como a Guerra Franco-Prussiana, Crise no Marrocos e Crise dos Balcãs. Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália formam a Tríplice Aliança que tem como adversário a Tríplice Entente, formada por Inglaterra, França e Rússia. Foi uma guerra diferente das tradicionais daquele período, pois contava com novos armamentos, além do envolvimento de todo o país e não somente do exército. A Entente foi a vitoriosa no fim da guerra.

Capítulo III

Revolução Russa: Também conhecida como Revolução Socialista, foi a transferência do sistema capitalista para o socialista na Rússia. O atraso russo na Revolução Industrial, a fome e pobreza dos habitantes, o surgimento de ideologias anti-capitalistas e a entrada da Rússia na I Guerra foram os ingredientes para acontecer essa revolução. Lenin foi o primeiro a governar a nova Rússia. Estatização da economia e a saída da Rússia da Guerra foram algumas das medidas declamadas em suas Teses de Abril. Alguns anos depois, o socialismo radical enfrentava problemas. Criou então, a NEP, um programa econômico que permitia algumas instituições privadas e entrada de capital estrangeiro para regular a economia.Lenin morreu em 1924, fato que gerou uma briga no poder entre Trotsky e Stalin, com vitória de Stalin, que mais tarde seria um ditador autoritário.

Capítulo IV

República Velha: Enquanto isso, no Brasil, a República do Café com Leite - como era conhecida, devido ao predomínio de São Paulo (Café) e Minas Gerais (Leite) - está em vigor desde 1889. Como características dessa fase, temos o Voto do Cabresto, grande processo imigratório e revoltas importantes como a de Canudos, da Chibata, da Vacina e dos 18 do Forte.

Fascinado com os acontecimentos daquela época, o jovem que até então estava indeciso com sua escolha profissional, decide se aprofundar no conhecimento do passado:

- Serei um historiador !

Saiba mais e veja gravuras e/ou vídeos dos temas clicando nos links abaixo:

Imperialismo:

http://professorajuscely.blogspot.com/2011/06/imperialismo.html

http://www.youtube.com/watch?v=KAxF8nxGGv0

Primeira Guerra Mundial :

http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/1980410:BlogPost:43936

http://www.youtube.com/watch?v=I_YnvLSIVoE

Revolução Russa:

http://imagenshistoricas.blogspot.com/2010/02/revolucao-russa.html

http://www.youtube.com/watch?v=sb3v9d5xhK4

República Velha:

http://www.brasilescola.com/historiab/republica-oligarquica.htm

http://www.youtube.com/watch?v=I-N0s4yPz4c

Bibliografia:

FREITAS NETO, José Alves de; TASINAFO, Célio Ricardo. História Geral e do Brasil - - São Paulo: HARBRA, 2006


Grupo : Luís Mazzochi; André Suzin; Felipe Erlo; Gabriel Boff; Juliano Bulla; Vinicius Toniolli - Turma 302

21 de junho de 2011

TEMPO DE VANGUARDAS

Após tantos anos, ainda permaneço inerte aos mesmos pensamentos. Hoje envelhecido, encontro-me no mesmo café. Tinha 25 anos. Ou 28. Uma coisa ou outra. Naquela época compunha eu um ateliê, conjunto com alguns amigos meus. Andávamos fatigados por aquela velha guarda, a dos parnasianos. Havia ainda respingos da Belle Époque, movimento no qual países europeus decidiram deixar translúcidas suas belezas ao mundo. Tudo se somava às aparências. A Art Nouveau, composta da voluptuosidade dos quadros de Alfonse Mucha, enchia o ar de curvas e idéias para uma libertação. Aspirávamos por revoluções, éramos jovens, jovens insaciados pela velha arte. A indústria do divertimento esbanjava brilhantismo, onde o glamour da família era freqüentar as salas de cinema, lotadas, por serem alvos da ascendência social.
            No nascimento da República Brasileira, a língua que nos era empregada baseava-se no grego e latim. Farmácia e comércio eram pharmacia e commercio, mudando somente em 1943, com Vargas.
            Encontrava-me naquele fatídico ano de 1922, no qual realizou-se, no teatro municipal de São Paulo, a “Semana de Arte Moderna”. Mal podíamos esperar para a estréia daquela nova arte, de que tanto fazia escárnio, aquele metido, o Monteiro Lobato. Estive presente desde o dia 13 a 17 de fevereiro, todas as noites. Os espetáculos eram levados ora por vaias, ora por aplausos, tudo para que não se pudesse fazer ouvir o que nos era apresentado. Por este mesmo motivo, aquela arte me intrigava. Vinha enraizada de vanguardas formadas durante as guerras na Europa. Aderimo-nos, eu e meus colegas, ao movimento, querendo repercuti-lo também com nossas obras. Grandes mestres, como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, tomavam lugar nas apresentações de poemas anunciando uma nova era literária. Villa Lobos sentava-se ao piano, saindo de partituras regradas pelo clássico. Anita Malfatti apresentava-nos um novo olhar sobre o mundo em suas telas.
            Concordamos em assinar a revista O Malho, para que pudéssemos nos interar sobre a febre que fervilhava no país. Durante nossas rotinas no ateliê, lembro-me de que Paulo, o mais jovem entre nós, estava enamorado. Mal chegava e antes de qualquer ato, ligava o toca-discos. Ficávamos a pintar envoltos pela nova onda, chamava-se jazz. Paulo contáva-nos sobre sua amada. De como vestia-se! Era moderna... já largado o espartilho, mostravam-se as pernas provocantes.
            O Brasil inclinava-se a receber, mesmo que relutante, as vanguardas europeias  que acabavam de abrir o caminho, incentivando nossos artistas a encontrar um movimento nosso, brasileiro.
            O tilintar da xícara trouxe-me de volta ao café. Esses devaneios ficam cada vez mais frequentes com o passar do tempo. Tenho 90 anos. Sou uma alma jovem, na carcaça de um vivido.





Grupo: Davi de Boni, Eduardo Zattera, Isadora Franzoi, Luana Boff, Pedro Henrique Volpato dos Santos, Rafael Boff e Raíssa Mattana.
Turma: 301

14 de junho de 2011

Nós que aqui estamos por vós esperamos - Documentário, parte I

Nós que aqui estamos por vós esperamos é um documentário brasileiro de 1998, dirigido por Marcelo Masagão.

Marcelo Masagão

Leitura cinematográfica da obra Era dos Extremos, do historiador britânico Eric Hobsbawm, a produção mostra, através da montagem das imagens produzidas no século XX e da música composta por Wim Mertens, o período de contrastes entre um mundo que se envolve em dois grandes conflitos internacionais, a banalização da violência, o desenvolvimento tecnológico, a esperança e a loucura das pessoas.
O título do filme vem do letreiro disposto em um cemitério localizado na cidade de Paraibuna, no interior do Estado de São Paulo, onde se lê a mesma frase.
Foi premiado no Festival de Gramado em 2000 por sua montagem[1] e no Festival do Recife como melhor filme, melhor roteiro e melhor montagem. Sua produção custou cerca de 140 mil reais, sendo 80 mil direcionados somente para o pagamento de direitos autorais de imagens e fragmentos de vídeos.

Acesso disponível em : http://pt.wikipedia.org/wiki/N%C3%B3s_que_Aqui_Estamos_por_V%C3%B3s_Esperamos