31 de julho de 2011

Mudanças à vista

O período da década de 70 foi marcado pela mudança da forma de pensar das pessoas. Forma esta que, de modo radical, passou a demonstrar o desejo de liberdade de expressão em todos os aspectos. Essa vontade ficava evidenciada nos movimentos hippies, os quais também intensificaram o uso de drogas. Contrastando tudo isso, a América Latina estava tomada por ditaduras. O individualismo invadiu a cabeça da população, e como mais uma amostra da necessidade de liberdade, o carro se tornou o principal meio de transporte.






Enquanto isso, no resto do mundo, o Japão crescia, iminenciando o surgimento de mais uma grande potência. Após cerca de 15 anos de duração do seu segundo período, em 1975, tem fim a guerra do Vietnã, marcando uma das maiores derrotas militares dos EUA no cenário mundial. A Crise do Petróleo afetava grande parte do mundo, incluindo o Brasil que, como um país em desenvolvimento, teve paralisado esse processo, com o término do "Milagre Econômico Brasileiro", que veio a acarretar um colapso na economia, encerrando-se somente após o término da ditadura no país.





Já na época de 80, após uma década de mudanças, como foi 70, iniciaram-se as crises. As ditaduras, como a brasileira, a argentina e outras, vieram a cair. Antes mesmo disso acontecer, foi declarada a Lei da Anistia, que absolveu todos os crimes realizados durante este período que, inclusive foi chamado de "década perdida" por economistas da América Latina, devido à estagnação da economia do Brasil e sua inflação descontrolada. No entanto, foi muito significativo aos cientistas sociais, pois foi quando houve o retorno da democracia. Em 1984, surge o movimento brasileiro "Diretas Já", que reivindicava eleições por voto direto, que veio a ser conquistado com a nova Constituição (a sétima da história do país e que vigora até hoje, apenas tendo sofrido algumas modificações) em 1988, tornando o país mais democrático, com maior responsabilidade fiscal e ampliação dos poderes do Congresso. Em 1989, cai o Muro de Berlim, marcando a reunificação da Alemanha. Este fato é considerado o fim da Guerra Fria e dos conflitos entre o Capitalismo e o Socialismo. Por outro lado, após anos de silêncio com as ditaduras, a participação popular passou a ser intensa, ocorrendo diversas manifestações de massa.



Podemos ver que neste período, de 1971 a 1990, aconteceram diversos fatos de grande importância em âmbitos nacionais e internacionais, que interferiram diretamente no pensamento da população e que deixaram a sociedade com ideologias muito próximas das que possuímos hoje.



12 de julho de 2011

Os Anos Dourados

Os Anos Dourados



(1950-1960)






É considerada uma época de transição entre o período de guerras da primeira metade do século XX e o período das revoluções comportamentais e tecnológicas da segunda metade.






A mulher da década de 50, tornou-se mais feminina e glamurosa com a moda lançada pelo "New Look", de Christian Dior. Assim, passou a ser conhecida como "A ÉPOCA DA FEMINILIDADE".






O Biotônico Fontoura, um dos produtos mais utilizados na época, contava com um forte aliado publicitário, cuja criação se deve a Monteiro Lobato com a imortal figura de Jeca Tatu. O alimento era destinado a combater a anemia ferropriva (ferro para o sangue e fósforo para os músculos) e que até hoje ainda é comercializado.






No jornal "The New York Times", no dia 23 de junho de 1951, um estudo revela que a televisão está mudando a maneira como a sociedade americana encara o lazer, a política e a leitura.






Em 6 de fevereiro de 1952, Elizabeth II torna-se rainha da Inlgaterra.






Em 1952, Martin Luther King Jr. inicia a propagação dos direitos aos negros.






Getúlio Vargas sanciona lei do monopólio do petróleo brasileiro, criando a Petrobrás, em 3 de outubro de 1953.






No dia 24 de julho de 1954, a miss Brasil, a baiana Marta Rocha, não consegue o título de Miss Universo, por ter duas polegadas a mais nos quadris, demonstrando o padrão estético vigente.






Mao Tsé-Tung é reeleito para outro mandato de quatro anos como presidente da República Popular da China, em 27 de setembro de 1954.






Em 24 de agosto de 1954, ocorre o suicídio do presidente brasileiro Getúlio Vargas.






No dia 31 de maio, a Suprema Corte norte-americana determina aos Estados Unidos o fim da segregação racial de 1955.






Em plena Guerra Fria é assinado, em 1955, o Pacto de Varsóvia (tratado de defesa militar que envolvia os países socialistas do leste europeu, comandados pela união soviética).






Em 1955, o presidente brasileiro, Juscelino Kubitschek (JK) chega ao poder e apresenta, em seu primeiro dia de mandato (1º de fevereiro de 1956) um plano desenvolvimentista em que promete fazer o país avançar "50 anos em 5".






Assinado o Tratado de Roma, em 1957, estabelecendo a Comunidade Econômica Europeia (CEE).






No dia 28 de outubro de 1958, João XXIII torna-se o novo papa da Igreja Católica, escolhido para substituir Pio XII, morto no dia 9.






No dia 16 de janeiro de 1959, as forças do revolucionário Fidel Castro conquistaram Cuba e no dia 17 de setembro do mesmo ano, o líder guerrilheiro lança a ofensiva contra as tropas do Governo Batista de Cuba, tornando-se o novo presidente do país.






A Guerra do Vietnã tem início em 1959






Em março de 1959, a boneca barbie é apresentada na Feira de Brinquedos De Nova York. Criada pela Mattel norte-americana, ela sempre acompanhou as mudanças de comportamento e da moda.






No dia 13 de abril de 1959, o papa João XXIII proíbe os católicos de votarem em comunistas.






Multimídia



Link para o vídeo:









Grupo C1: Nathália Susin; Guilherme Cella; Jéssica Gelain; Jhonathan Rath; Júlia Forner e Isadora Gonçalves.
Turma:302
Grupo C1- Trabalho sobre a década de 1950 a 1960.

10 de julho de 2011

Vem, vamos embora!

Para que demorar cinquenta anos trabalhando em algo que pode ser concluído em apenas cinco? Foi nesse ritmo que Jucelino Kubitschek, antes mesmo de ser eleito, formulou estratégias decisivas para que o Brasil deixasse de ser uma nação agrária para ser um país industrial, através do Plano de Metas, que acelerou o desenvolvimento de um país inteiro. Com a ajuda de seus amigos Lucio Costa, Oscar Niemayer e Roberto Burle Marx, em poucos anos seria inaugurada a cidade de Brasília (1960), com verdadeiras obras de arte edificadas por esses grandes nomes da arquitetura, urbanismo e paisagismo.






Quanto à produção literária do período, e seus meios de transmissão, temos como exemplo a renomada escritora Clarice Lispector. Ela escrevia para revistas femininas e dava conselhos que iam até contra a sua própria postura de mulher moderna e ousada, devido às exigências do mercado na época.



Com o crescimento urbano, começa a surgir a "bossa" nova, entendida pelos cariocas como um "novo modo" de agir, se expressar e rimar os versos do cotidiano de uma sociedade vítima da ditadura militar. Poetas, músicos e artistas mostravam em suas criações a revolta contra esse regime totalitário, afinal, muitos eram proibidos de publicar seus trabalhos. Em suas músicas, Caetano Veloso empregou a força de opinião através de assuntos polêmicos. Já, Geraldo Vandré usava do abstrato (usando termos figurados) para que suas canções pudessem ser tocadas nas rádios.



A partir do refrão "Vem, vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer", a música "Pra não dizer que não falei das flores", encarada como hino dessa fase de medos e angústias, faz um convite que é aceito pelo povo, derrubando a ditadura. Sendo assim, a população exemplifica o fato de que agressão não é o melhor modo de expressão, mas sim, a educação e a persistência.





O jornalista Say Marques fez questão de lembrar que leitura rima com cultura, idealizando a primeira Feira do Livro (1955), na Praça da Alfândega em Porto Alegre: era preciso popularizar o livro, levando a livraria até o povo. Quem esteve presente, em ao menos um dos quinze dias do evento, sabe como foi necessário muito trabalho, mesmo que para obter pouco lucro, afinal, eram oferecidos descontos atrativos, incentivando ainda mais a leitura.





Para nós, moradores da Serra Gaúcha, também foi possível observar os reflexos dessa evolução artística e literária em Caxias do Sul. Com a prática da leitura presente nos hábitos dos cidadãos, novas portas se abriram para o setor educacional. Consequentemente, foi criado o núcleo de cultura sistematizada (1967), hoje conhecido como Universidade de Caxias do Sul (UCS).



"É fácil viver com os olhos fechados, compreendendo errado tudo o que se vê."




(John Lennon)








9 de julho de 2011

É proibido proibir



Guerra Fria, Guerra do Vietnã, Revolução Cultural na China, Ditadura militar no Brasil, morte de J. F. Kennedy e Martin Luther King são apenas alguns fatos marcantes da década de 60, que pode ser dividida em duas partes devido sua diversidade cultural e política como o idealismo e o entusiasmo de luta do povo até os anos 65 e os protestos juvenis e movimentos contra o governo até os anos 70. Além disso, foi nesta década que começaram as músicas de protesto como: "Apesar de você" de Chico Buarque e "É proibido proibir" de Caetano Veloso criando uma interdependência entre a sociedade, cultura, e música com o movimento tropicália.



Nesta fase também ocorreu a popularização da TV como um novo instrumento de informar e, algumas vezes, até manipular a população. Pode ter sido essa a causa de tantos movimentos revolucionários que surgiram na década de 1960, sendo nessa época a primeira vez que foram transmitidas pela televisão imagens reais da guerra, que no caso era a Guerra do Vietnã (1959-1975), conflito que deixou mais de um milhão de mortos, destruindo campos e casas. Assim, a TV foi responsável pela exposição mundial da guerra para pessoas que até antes não tinham a ideia de como era, realmente, uma guerra.




No Brasil, é após o golpe militar de 1964, que tira do poder o presidente João Goulart que se instaura a ditadura militar, caracterizada pela falta de democracia, censura, perseguição política, repressão e supressão de direitos constitucionais, como retratados na atual novela "Amor e Revolução". Em junho de 1968, foi realizada a passeata dos cem mil nas ruas do Rio de Janeiro, protesto conhecido pelo seu sentimento revolucionário intenso contra a ditadura. Aconteciam revoluções semelhantes ao redor do mundo, como o movimento de maio de 1968, que ocorreu na França, onde estudantes reivindicavam o fim de posturas conservadoras, englobando os problemas vividos pela população francesa na época.



Os jovens vinham dos anos 50 com um clima de euforia consumista gerada pelos anos pós-guerra, pode-se imaginar a tensão e a repressão sofrida por eles, em algum momento tudo isso iria estourar. Temos como exemplo o Movimento Feminista, que se intensificou com a Segunda Guerra Mundial. O sonho feminino agora era lutar por igualdade de sexos. Você pode ter ouvido falar na "Queima de Sutiãs", movimento comentado no ano de 1968, mas isso realmente nunca aconteceu, foi mais uma manifestação à utilização comercial da figura feminina.



Todos estes fatos da década demonstram a necessidade de liberdade de expressão apesar da grande repressão, já que "É proibido proibir".





Grandes passos para a humanidade

Durante o século XX, houve bastante destaque às artes, à liberdade de expressão e ao avanço tecnológico e científico. Esta foi uma época de descobertas tanto para medicina, quanto para as pesquisas do homem sobre o que existe fora de nosso planeta.


Uma das mais importantes descobertas do século XX foi a Telomerase: células cancerígenas imortais de Henrietta Lack, que morreu em 1951. As células do tumor não vão se desgastando a cada divisão, ao contrário das células normais, com isso, realizaram-se diversos experimentos que tornaram possível a criação da vacina da poliomielite (1955) e de remédios contra diabetes, leucemia e Mal de Parkinson.

Desde antes de 1950 já se sabia da existência da molécula de DNA, embora não houvesse consciência da sua função, nem de onde se localizavam as cargas genéticas. Cientistas pesquisavam a respeito, destacando-se Francis Crick, James Watson e Maurice Wilkins que descobriram, em 1953, a estrutura tridimensional da molécula de DNA, em dupla hélice. Esta é um ácido nucléico formado por nucleotídeos, que são compostos por um grupo fosfato, uma desoxirribose e uma base nitrogenada. Existem quatro tipos de bases no DNA: duas púricas, de guanina e adenina e duas pirimídicas, a citosina e a timina. As ligações de nucleotídeos são de fosfatos e pontes de hidrogênio, ocorrendo somente entre bases especificas: a adenina ligada à timina, e a citosina à guanina, seguindo o conceito de chave-fechadura.



As descobertas dos cientistas, foram baseadas em estudos anteriores de Mendel e Darwin e numa foto de raio-x do DNA – a ‘Foto 51’. O estudo só ganhou destaque em 1957 e em 1962 o grupo ganhou o Prêmio Nobel.

As inovações na área médica não pararam por aí. Em 1954, ocorreu, nos EUA, o primeiro transplante de órgãos. O problema até então enfrentado, era a rejeição do corpo estranho. Assim, o médico Joseph Murray, baseou-se no conceito de que gêmeos idênticos possuem o mesmo genoma, realizando um transplante de rim entre univitelinos. Foi na década de 60 que se descobriu uma forma de transplante mais eficiente, utilizando medicações imunorepressoras. Em 1967, foi realizado o primeiro transplante cardíaco, sendo que no Brasil, este aconteceu um ano depois, e, mesmo com os avanços em relação aos medicamentos, o paciente sobreviveu apenas 27 dias.



O homem sempre olhou para o céu estrelado e perguntou-se o que havia por lá. Nesta busca pelo desconhecido, em 1957, era lançado o primeiro satélite artificial, o Sputnik I. Depois, lançou-se Sputnik II, enviando o primeiro ser vivo ao espaço, a cadela Laika. Após estes feitos soviéticos, lançaram-se mais foguetes, com cães e manequins humanos para testes e, em 1961, a famosa frase “A Terra é azul!” foi dita pelo primeiro ser humano a sair do planeta, Yuri Gargarin.

Vídeo de Yuri Gargarin iniciando sua missão.

Em meio à competição da Guerra Fria, os EUA também entraram na corrida pelo espaço, realizando as missões Apollo, com a chegada da Apollo 11 à Lua, em 1969, quando Neil Armstrong realizou seu "pequeno passo para o homem, um grande salto para a Humanidade".

Vídeo de Neil Armstrong na Lua



Grupo: Cícero Demori, Felipe Taufer, Guilherme Zimmermann, Júlia Webber, Ronaldo Cardoso e Victória Poli.